A prefeita Stela Sena e a vice, Sandrinha.

Aos 52 anos, Stela Sena tornou-se a primeira mulher a se eleger prefeita de Senador Georgino Avelino, município com 4.300 habitantes localizado no litoral Sul do Rio Grande do Norte. Professora da rede pública, antes ela foi secretaria da administração municipal durante 12 anos, e saiu vencedora em sua terceira tentativa de chefiar o Executivo municipal.

Nesta legislatura, a participação das mulheres na política local será significativa, já que além da prefeita, a cidade conta também com uma vice-prefeita e quatro mulheres entre os nove vereadores, dentre elas a presidente da Câmara. “Sempre gostei de dar atenção as pessoas e me elegi deixando claro que não faltaria dedicação de minha parte para melhorar a cidade. Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita no regime democrático. E para realizar um bom trabalho, espero contar como apoio da Câmara, que tem boa presença feminina”, diz.

Ciente das limitações financeiras da Prefeitura, que depende quase que exclusivamente do dinheiro proveniente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), durante a campanha Stela prometeu muito mais empenho que seus antecessores para colocar o município em ordem, indo atrás do apoio de parlamentares e de parceiros em busca de investimentos para a cidade. A princípio, porém, a austeridade nos gastos e o esforço para otimizar os recursos disponíveis têm permeado as ações iniciais da prefeita.

“Encontrei um caos na Prefeitura. Minhas primeiras ações foram botar a frota para funcionar, cortar cargos comissionados e reduzir a folha de pagamento para menos de 54% do orçamento. Não tínhamos médicos, agora temos. Também temos os agentes de saúde da família, que fazem um grande trabalho, e agora a área da saúde está funcionando. Não posso afirmar que está tudo perfeito, mas hoje está funcionando bem”, conta a prefeita.

Contudo, o maior desafio da gestão de Stela será atrair empresas para a cidade e gerar emprego. Hoje, fora os 300 funcionários públicos, quem quer trabalhar precisa se deslocar para outra cidade da região. “O desemprego aqui é total. Só quem trabalha para a Prefeitura está empregado. Por isso, tenho como missão buscar parcerias com empresas para resolver esse problema grave, que é a falta opções de emprego. Mas apesar dos problemas, estou otimista e vou trabalhar muito para concretizar o plano de trazer melhoria para a qualidade de vida dos georginenses”, conclui.