Marli Paulino: maior desafio será a inauguração de um hospital de alta complexidade na cidade

 

Primeira mulher a ocupar os cargos de vereadora, vice-prefeita e prefeita da cidade de Pinhais, no Paraná, Marli Paulino (PSD), 55 anos, está acostumada a enfrentar desafios. Reeleita no ano passado para seu segundo mandato à frente da Prefeitura da cidade de 133 mil habitantes, na região metropolitana de Curitiba, ela tem agora a missão de conduzir o município em meio à pandemia do coronavírus, com o registro de mais de 8 mil casos confirmados e 173 mortes.

Nesse cenário, o maior desafio de seu segundo mandato será a inauguração de um hospital de alta complexidade na cidade, inclusive com leito de UTI, cuja construção deve exigir mais de R$ 30 milhões. A nova unidade de saúde será erguida ao longo de quatro anos. “Nós já reabrimos um hospital, depois inauguramos a nossa UPA na primeira gestão. A saúde está bem estruturada, inclusive nessa pandemia, em que todos foram atendidos e encaminhados para tratamento. E olha que houve semanas em que tínhamos 20 pessoas precisando de internamento. Mas a população queria um hospital de alta complexidade, que é o que vamos buscar agora”, explica Marli.

Segundo ela, a UTI do novo hospital é o que mais vai ajudar o sistema de saúde municipal. “Estamos estudando ainda a quantidade, mas acredito que teremos dois leitos de UTI, um geral e um neonatal. Como a gestão da UTI é de responsabilidade do Governo do Estado, acredito que esses leitos vão, inclusive, ajudar a região metropolitana como um todo, atendendo pacientes que estão na fila de espera por leitos”.

Para Marli Paulino, sua trajetória tem incentivado a participação feminina na política da cidade. “Desde a gestão passada somos prefeita e vice-prefeita (Rosa Maria, do PROS), duas mulheres à frente da cidade. Temos inclusive mulheres em boa parte do nosso secretariado, na Educação, na Saúde, no Meio Ambiente e na Assistência Social. Ou seja, somos seis mulheres nos principais cargos do município: prefeita, vice e quatro secretárias municipais. Além disso, na nossa coligação na eleição éramos seis partidos e fechamos todos os quadros de mulheres candidatas, sem precisar de cota”, lembra ela.