Maísa Mitidieri, coordenadora do PSD Mulher em Sergipe

 

Em Sergipe, o PSD tem este ano 282 mulheres concorrendo a cargos eletivos. O número é destacado pela deputada estadual e coordenadora do PSD Mulher no Estado, Maisa Mitidieri, como evidência da crescente participação das mulheres na atividade política. Segundo ela, o trabalho que vem sendo realizado pelo partido com esse objetivo está dando frutos. “Nós fazemos parte de um grupo político que entende e tem sensibilidade muito grande na questão da mulher como peça fundamental da engrenagem política. O compromisso em aumentar o espaço de voz da mulher na política é uma grande bandeira que todo partido sério vem levantando durante todos esses anos”, afirma.

De acordo com Maisa Mitidieri, o PSD tem em Sergipe a maior bancada feminina na Assembleia Legislativa, com duas parlamentares. “E pretendemos que aconteça o mesmo nas Câmaras Municipais. Temos que entender que somos 52% da população e que devemos ser representadas por nós mesmas. O caminho é longo mais acredito que seguiremos unidas em busca de uma igualdade. A mulher tem voz, mas precisa ser ouvida. Nossa luta é ser ouvida. E nós seremos”, garante Maísa.

A candidata à vereadora de Aracaju, Patrícia França, achou no PSD o suporte necessário para propor as suas ideias ao eleitorado, fortalecendo a bandeira das mulheres. “Nós fomos muito bem acolhidas pelo PSD Mulher e estou animada para contribuir nesta eleição me colocando à disposição da sociedade para representar as mulheres na capital sergipana. O empoderamento feminino é uma pauta muito discutida e chegou a hora de colocá-la em prática”, diz.

Além das mudanças legais, há também algo menos direto, mas com efeito potencial importante, que precisa ser considerado, lembra Maisa Mitidieri. Multiplicaram-se as plataformas e movimentos voltados para a candidatura de mulheres, assim como os cursos para sua capacitação, atividades que o PSD já produz.

Para a coordenadora do PSD Mulher de Sergipe, “após décadas de debates e ações, difundiu-se no Brasil o entendimento de que há algo de errado no largo controle masculino sobre os cargos. Ele passa por processos internacionais, com forte impacto regional – ao menos 16 países na América Latina têm hoje leis de cotas ou paridade. Passa também pela maior capilaridade dos feminismos, pelas candidaturas coletivas, pela mudança nas coberturas jornalísticas”.