A prefeita Débora Prado: “Encerro este 2021 muito satisfeita com o desempenho do nosso governo”

 

Redação Scriptum

 

O equilíbrio fiscal e a eficiência no combate à covid-19 estão entre as principais marcas do primeiro ano da gestão da prefeita de Jarinu, Débora Prado (PSD). Apesar de ter assumido uma dívida de aproximadamente R$ 100 milhões deixada pelo governo anterior, ela conseguiu colocar as finanças em ordem no município do interior do Estado de São Paulo, com população estimada pelo IBGE em 30 mil habitantes. Após cinco anos, a cidade reconquistou a Certidão Negativa de Débitos Tributários (CND), documento que permite a celebração de convênios e o recebimento de repasses do governo federal. “Ainda há muito por fazer, a estrada é longa, mas encerro este 2021 muito satisfeita com o desempenho do nosso governo”, afirma Débora, que exerce seu primeiro mandato à frente da administração municipal. Em 2020, ela venceu a disputa pela Prefeitura com 9.595 votos (56,06% do total de votos válidos). Entre 2009 e 2012, foi vereadora em Jarinu.

Em entrevista concedida ao site do PSD, Débora falou sobre suas principais realizações, os projetos para a retomada econômica no pós-pandemia e os desafios para o próximo ano, entre outros temas.

Veja a entrevista a seguir:

 

Como avalia o primeiro ano do seu mandato?

Caminhamos para o encerramento do nosso primeiro ano de mandato com resultados muito positivos, após uma transição dificílima. Assumimos uma Prefeitura com dívidas superiores a R$ 100 milhões, falta de pagamento de servidores públicos, problemas com fornecedores e muitas questões estruturais que estão sendo vencidas com muito foco, trabalho e organização. Ainda há muito por fazer, a estrada é longa, mas encerro este 2021 muito satisfeita com o desempenho do nosso governo.

Como foi o combate à covid-19 no município? Quantos moradores já foram vacinados contra a doença em Jarinu?
Ultrapassamos os 96% dos moradores de Jarinu vacinados com pelo menos uma das doses ou dose única. Aplicamos quase 58 mil doses de vacinas contra a covid-19 (57.573, segundo dados divulgados no último dia 13). Jarinu é a primeira cidade do Aglomerado Urbano de Jundiaí em porcentagem de vacinados em relação ao total da população. Nossos números estão acima da média nacional e da média estadual. Tenho orgulho da nossa população, que faz sua parte nesta corrente de imunização, e dos funcionários da saúde que, com organização e celeridade, ajudaram a colocar Jarinu neste patamar.

Além do enfrentamento ao coronavírus, quais foram os principais desafios que a senhora teve nesse período? Em quais áreas a cidade mais avançou?

Eu creio que a demora na retomada da economia e na geração de empregos seja o maior efeito colateral da pandemia, além das perdas humanas que ela acarretou, claro. Trabalhamos e trabalharemos mais no sentido de capacitar e qualificar nossos jovens e adaptar nossa mão de obra aos mercados de trabalho local e regional. As questões da infraestrutura urbana e do saneamento também são grandes problemas que não se resolvem em pouco tempo. Creio que avançamos bastante na saúde e na educação, ainda mais em tempos de crise. Essas duas áreas merecem atenção total, o tempo todo, além da segurança pública. Também destaco o potencial do nosso turismo, que começamos a trabalhar de forma efetiva, e a zeladoria da cidade, que vem ganhando cara nova a cada dia que passa.

Para prefeita, cidade de Jarinu tem enorme potencial para crescer, mantendo a qualidade de vida.

A Prefeitura tem algum projeto para a retomada econômica no pós-pandemia?

Trabalhamos com um programa de recuperação fiscal que, além de reforçar o caixa da Prefeitura para investimentos, dá anistia a pessoas físicas e jurídicas com descontos graduais de juros e multas e parcelamento de dívidas. Estamos em contato direto com a nossa Associação Comercial, buscando atender às demandas e dar estrutura ao comércio e à indústria, além da questão da capacitação profissional que citei anteriormente, em parceria com o Sebrae e o Senai.

Prefeita, como está a sua relação com o Legislativo?

A relação é ótima, de respeito e independência entre os poderes. A maioria dos vereadores entende que para a cidade avançar é preciso uma parceria entre Executivo e Legislativo, sem engessamento de nenhum dos lados.

E o relacionamento com o vice-prefeito de Jarinu, João Davi, também filiado ao PSD? Há alguma área em que ele tem colaborado mais?

Meu vice-prefeito é um dos maiores presentes que este mandato de prefeita poderia ter me dado. O “seu João Davi” é um cara sensacional, que ajuda muito com sua experiência e boa vontade. Desde a tomada de decisões até a vistoria diária dos trabalhos dos serviços públicos. Quem o conhece, sabe o cara sensacional que ele é. Com ele não tem tempo ruim. Se uma lâmpada queima no gabinete, não dá nem tempo de chamar a manutenção. Lá está o seu João em cima da escada antes de todo mundo para resolver o problema. O seu João é um ponto de equilíbrio e estabilidade do nosso governo.

A visão que a senhora tinha da cidade antes de tomar posse mudou depois que assumiu o cargo?

A visão sobre a cidade é a mesma, o amor que eu tenho por Jarinu e a vontade de fazer mais só aumentam a cada dia. O que foi uma surpresa, mesmo sabendo que encontraríamos uma situação muito difícil, foi o tamanho do estrago que os governos anteriores fizeram na Prefeitura. Estava tudo de mal a pior. Além das dívidas, uma série de práticas e vícios que são difíceis de modificar. Mas estamos conseguindo, com muito diálogo e transparência. Jarinu é uma joia que deve ser bem lapidada. Tem um potencial enorme para crescer e vai crescer muito mantendo sua qualidade de vida, que é invejável.

Já enfrentou muitos preconceitos no cenário político por ser mulher?

Olha, comigo não tem muito espaço pra isso, não. Se alguém tentou exercer alguma forma de preconceito de gênero comigo, com certeza se deu mal, porque procuro tratar todos de forma igualitária e exijo que a recíproca comigo seja verdadeira.

Quais são as políticas públicas que sua gestão tem desenvolvido para as mulheres?

Recentemente, conquistamos uma verba estadual de R$ 765 mil para a construção da Casa da Mulher, para acolhimento, suporte jurídico e psicológico e qualificação de mulheres vítimas de violência e discriminação. Trabalhamos forte também em um projeto voltado à saúde da mulher, pauta que já levantamos desde a campanha eleitoral em nosso programa de governo.

Quais são seus principais projetos para 2022 e que mensagem quer deixar para a população de Jarinu?

Nossos desafios são muitos e em diversas áreas. A retomada econômica com geração de empregos, a reestruturação da saúde, a melhoria do saneamento e a recuperação de vias são prioridades. À população de Jarinu sempre digo que nunca faltará esforço e trabalho do nosso governo. Os resultados muitas vezes demoram um pouco a aparecer em algumas áreas, mas eles chegam. Com foco, perseverança e participação popular.

 

RAIO-X

Nome: Débora Cristina do Prado Belinello

Formação acadêmica: Psicóloga graduada na Universidade São Francisco, em Itatiba (SP). Pós-graduada em Sexologia Clínica pela Unicamp (ExteCamp) e Dependência Química pela Unesp (Uniad).

Idade: 41 anos (24.10.1980).

Estado Civil: Casada.

Filhos: Rebeca Sophie do Prado Belinello (6 anos) e Benjamin Lúcio do Prado Belinello (3 anos).

Religião: Evangélica.

Um livro: A Última Grande Lição (Mitch Albom).

Um ídolo na política: Barack Obama.

Uma frase: “É preciso coragem para mudar.”